Vice-Prefeito Nilton Bobato desmascara delação feita por Melquizedeque | Tribuna Popular

Vice-Prefeito Nilton Bobato desmascara delação feita por Melquizedeque

Data: 19/12/2017 - 15:12 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Nunca existiu uma CPI exclusiva para a Secretaria de TI, diferentemente do que informou Melqui em sua delação "premiada". Provou, com isso, que o delator mentiu compulsivamente sobre o caso e ainda acusou falsamente a vereadora Anice.

Em depoimento ao juiz Pedro Aguirre, o atual vice-prefeito Nilton Bobato desmontou a delação feita por Melquisedeque de Souza, um dos colaboradores da Justiça, na Operação Nipoti.

Ao prestar informações à Justiça, Melqui afirmou que a vereadora Anice teria elaborado uma CPI com o objetivo de investigar a Secretaria de Tecnologia e Informação (TI), subordinada ao mesmo. E, em razão disso, denegria constantemente a imagem do então Secretário. Só esse motivo já seria suficiente para colocar em dúvida as informações prestadas e que atingiram a vereadora Anice, mas Bobato fez mais, muito mais.

Em sua fala, Bobato, que também era vereador na época dos fatos, responde aos questionamentos da advogada da vereadora Anice sobre a CPI das Finanças e descortina o que Melqui tentou desvirtuar. Confirma que a CPI era para apurar diversas condutas consideradas lesivas aos cofres públicos e que não foi aberta exclusivamente contra a Secretaria de Tecnologia da Informação, conforme declarou Melqui. Bobato explicou que, no bojo das investigações, recebeu um dossiê contendo informações sobre a referida Secretaria das mãos do atual prefeito Chico Brasileiro, que era Deputado Estadual eleito, na época, ao final de 2014. Que entregou publicamente o dossiê à vereadora Anice que, na época, era a presidente da CPI, durante uma sessão na Câmara. Que após as diligências investigativas, resultou em um relatório conclusivo que foi encaminhado ao Ministério Público Estadual para as providências cabíveis.

Afirmou categoricamente que nunca existiu uma CPI exclusiva para a Secretaria de TI, diferentemente do que informou Melqui em sua delação "premiada". Provou, com isso, que o delator mentiu compulsivamente sobre o caso e ainda acusou falsamente a vereadora Anice.

Bobato continua e relata que foi, juntamente com a vereadora Anice, entregar o dossiê ao promotor do GAECO, Fernando Cubas Cesar e a mais um delegado de Polícia Civil. O vice-prefeito esclareceu que uma CPI não tem poder de aplicar sanções e, por isso, caso irregularidades sejam constatadas, o relatório é encaminhado ao Ministério Público Federal ou Estadual, conforme a origem dos re-cursos. Ora, se ele e Anice foram até o promotor do GAECO entregar o relatório conclusivo, é mais do que óbvio que irregularidades tenham sido encontradas. Lembrou, inclusive, "que a vereadora Anice era tão ferrenha em sua oposição que, por vezes, tinham que pará-la". Nunca houve "oposição mitigada" por parte dela, como afirmou o delator. De acordo com Bobato, ela, inclusive, foi a primeira a romper com o governo Reni, com ações públicas e notórias.

O encerramento da oitiva de Nilton Bobato foi hilário. Um áudio entre Melqui e Edson Lorenzon há a afirmação por parte de Melqui que Bobato seria sócio do Colégio Bertoni. Neste momento, Bobato sorriu e disse tratar-se de uma novidade, de que nunca ouvira falar disso. Mais uma "denúncia" vazia de Melquisedeque de Souza.

Portanto, Melqui mentiu sem pudores em sua delação "premiada" (e que prêmio, hein) e, por conta disso, vidas foram afetadas bruscamente. Não houve sequer o cuidado de se averiguar a veracidade das informações prestadas. Chega a ser inacreditável que se tenha dado crédito a essas informações que, agora, são desmentidas. Mesmo que seja desnecessário, pois toda a cidade acompanhou os episódios narrados. Com a palavra, quem deu créditos a essas declarações.

Fonte:

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