Vereador João Miranda não nega acusação de assédio e parte para as ameaças | Tribuna Popular

Vereador João Miranda não nega acusação de assédio e parte para as ameaças

Data: 16/04/2018 - 21:04 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

João Miranda falou sobre Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia da Mulher para dizer que vai processar jornal e denunciante

Surpreendentemente o vereador João Miranda partiu para as ameaças quando viu no Tribuna Popular as revelações do conteúdo de um Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia da Mulher. Disse que vai processar o jornal e a mulher que o denunciou por suposto assédio sexual. Ele não negou nem assumiu ter condicionado o pagamento de dívida em troca de sexo ao passar uma cantada na mulher que esteve em seu gabinete para cobrar uma conta.

Ao falar sobre o assunto com jornalistas e se pronunciar na tribuna da Câmara, apenas disse que estaria adotando as medidas jurídicas cabíveis para quem estaria denegrindo a imagem dele. Também se colocou como vítima pelo simples fato de fazer parte do Conselho de Ética, o que nada tem a ver uma coisa com a outra.

A situação do vereador não o coloca em condições de ameaçar ninguém. No próprio Boletim de Ocorrência, mulher que o denunciou por assédio que teria ocorrido dentro do gabinete do vereador, expôs que ainda não tinha interesse em levar o caso adiante, por enquanto, pois pretende receber os R$ 80 mil de um negócio fechado com João Miranda. O óbvio é que com as revelações, os movimentos feministas devem se levantar para que o caso seja apurado.

Suposto uso de laranjas

João Miranda também deverá se esclarecer sobre os negócios dele estarem em nome de terceiros e de parentes. A empresa adquirida por ele da mulher que o denunciou, por exemplo, teve a negociação formalizada em nome de um genro. Para o Ministério Público abrir investigação é necessário algum cidadão apresentar pedido de providências.

Outra consequência para João Miranda é responder processo por quebra de decoro, visto que o fato teria ocorrido no interior da Câmara Municipal. A denunciante poderá ser chamada no Legislativo para confirmar a denúncia abrindo caminho para a abertura de processo administrativo disciplinar.

Veja o que foi denunciado na delegacia contra João Miranda

Leia a íntegra do Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia da Mulher sob o número 301983/2018 registrado no dia 13 de março às 17h27.

"Comparece a noticiante e passa a declarar que acerca de 07 meses efetuou a venda de uma empresa ao noticiado (João Miranda) de forma parcelada em 10 pagamentos mensais. Que a empresa em tela se chama (Solumed). Que o noticiado solicitou que o negócio jurídico fosse celebrado em nome de uma terceira pessoa, qual seja o seu genro, de nome Dyone de Souza Martins. Que o noticiado efetuou dois pagamentos, vindo a inadimplir os demais".

"Relata que buscou por inúmeras vezes tentar receber os valores que lhe são devidos, um montante de R$ 80.000,00 de saldo devedor. Que na data informada no presente boletim (13/03/ 2018) esteve pessoalmente no gabinete do vereador, solicitando a este que lhe pagasse, pois os valores devidos e acordados estavam atrasados desde novembro de 2017".

"Que neste encontro o noticiado disse à noticiada: "Eu vou lhe pagar sim, depois que você sair comigo". Que a conversa se deu em conotação sexual, sendo dito pela noticiante que jamais faria tal ato, vez que o noticiado é casado. E que novamente afirmou que queria apenas receber os valores que lhe são devidos. Sendo dito pelo noticiado a seguinte frase: "Então você vai ter de esperar. Neste ato, a noticiante se levantou e deixou o gabinete do noticiado".

"Indignada com a situação, comparece neste ato, firma o presente registro e informa não ter interesse nesse momento em dar prosseguimento à apuração criminal, sendo então lhe informada que o prazo decandencial do presente relato é de seis meses".

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-231-pdf.pdf   

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