Vereador Dr. Brito e mais cinco pessoas são presas pela Policia Federal | Tribuna Popular

Vereador Dr. Brito e mais cinco pessoas são presas pela Policia Federal

Data: 16/01/2018 - 13:01 | Categoria: Segurança |   Bookmark and Share

Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 16 de janeiro de 2018, por volta das 06h:00, policiais da Delegacia da Policia Federal de Foz do Iguaçu deflagraram a 8ª fase da Operação Pecúlio.

Na ação policial, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, prisões temporárias e mandados de busca e apreensão.

Entres as três prisões preventivas cumpridas pela Polícia Federal durante mais um braço da Pecúlio, denominado como sendo "Operação Renitência", está a do vereador Dr. Brito (PEN). A informação foi confirmada pelo representante do MPF e do Delegado da Policia Federal Sergio Marciel Ueda.

A Polícia Federal precisou arrombar a porta da casa do vereador Brito, que se negou a abrir antes de ver o mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão. Além da casa, policiais também fizeram buscas no consultório e no gabinete na Câmara de Vereadores. Também foi preso preventivamente o jornalista e funcionário público federal José de Oliveira Reis Neto (Cazuza).

O Delegado da Policia Federal Sergio Marciel Ueda, informou em coletiva a imprensa que o mentor de toda a ação criminosa seria o jornalista José de Oliveira Reis Neto (Cazuza), que teria juntamente com o Vereador Dr. Brito, que também é médico, teria coptado um funcionário da Fundação Municipal de Saúde, que trabalha no Hospital Municipal, e também tratado com um  representante de empresa que presta serviço naquela unidade de saúde, com equipamentos hospitalares, para que seja fechado a pratica de fraude em contratações públicas.

Já segundo o procurador Alexandre Porciúncula, Dr. Brito é o líder e o principal beneficiário do esquema criminoso. “Ele é pré-candidato a deputado estadual e visava angariar dinheiro para a campanha”, destacou ao apontar o servidor e assessor de imprensa do vereador, José Reis, conhecido como Cazuza, como o mentor intelectual dos crimes.

Com tais informações, explicou o procurador, os envolvidos direcionavam a concorrência para que a clínica particular do vereador, que é médico, fosse a vencedora.

No período investigado, há indícios de fraudes em pregões que levaram à assinatura de dois contratos entre a clínica e a Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu para a prestação de serviços para o Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

"Com alguém dentro da Fundação Municipal de Saúde seria possível direcionar esses processos de atos que deveriam ser publicitados por meio de editais, informações poderiam ser fornecidas antecipadamente, como informações de concorrentes, para um direcionamento dessas licitações", explicou o delegado Sérgio Ueda.

10%

O primeiro contrato era de R$ 20 mil por mês e o outro de cerca de R$ 75 mil.

Ainda conforme o procurador, o servidor municipal que denunciou o esquema havia sido procurado com a proposta de que 10% dos valores dos contratos fossem repassados ao grupo.

Toda a ação foi monitorada por meio de gravação das conversas mantidas entre o funcionário público e o grupo. Entregas de dinheiro também foram registradas. Uma delas foi feita em uma panificadora que fica ao lado da delegacia da Policia Federal.

Os pagamentos, diz, foram cessados após a mudança da direção do Hospital Municipal.

Mandados de prisão e de busca e apreensão

Foram presos ainda o chefe do setor de radiologia Anderson Pereira dos Santos e uma servidora do Hospital Municipal, uma funcionária e a contadora da clínica do Dr. Brito. Na ação, foram cumpridos ainda 12 mandados de busca e apreensão.

Em nota, a assessoria de imprensa da Câmara Muncipal informou que as buscas no gabinete do vereador Dr. Brito foram realizadas antes do início do expediente e acompanhadas por um funcionário da portaria.

"A diretoria da Câmara está tomando conhecimento dos fatos e irá, em momento oportuno, tomar as medidas cabíveis", comunicou.

A Câmara Municipal será informada oficialmente sobre a prisão do Dr. Brito e deve decidir sobre a manutenção ou não do mandato dele.

A direção do Hospital Municipal também confirmou que agentes da PF estiveram na unidade e recolheram documentos relacionados a contratos mantidos com empresas terceirizadas. Sérgio Moacir Fabriz garantiu que não sabia das supostas irregularidades.

Nome da operação

A Policia Federal informou que a operação "Renitência" recebeu esse nome em alusão ao fato de que, mesmo após as outras sete fases da Pecúlio - deflagrada em abril de 2016 -, agentes públicos seguem cometendo fraudes na administração da cidade.

Foto: Enrique Alliana

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