UPA João Samek: O que não fizeram em 9 meses fizeram em 7 dias | Tribuna Popular

UPA João Samek: O que não fizeram em 9 meses fizeram em 7 dias

Data: 10/10/2017 - 17:10 | Categoria: Saúde |   Bookmark and Share

Pressão da opinião pública e divulgação dos absurdos levaram prefeitura a dar um jeito nas irregularidades.

Após pressão da opinião pública e a divulgação das barbaridades que vinham ocorrendo na UPA, o que a prefeitura não fez em nove meses da gestão do grupo de Chico Brasileiro, fez em uma semana. Com isso, evitou que a unidade fosse fechada pela Vigilância Sanitária ou pelo Ministério Público. Os absurdos que vinham ocorrendo foram divulgados pelo Tribuna e pelo ex-prefeito Paulo Mac Donald em programa semanal de rádio na Band FM.

As informações constam de um relatório de visita de uma comissão do Conselho Municipal de Saúde. Foram levantados casos terríveis de omissão e desleixo retratados na última edição do jornal. Na rádio Band FM, Mac Donald alertou os gestores sobre a responsabilidade com o serviço público, especialmente a saúde que deve ser prioridade máxima.

O ex-prefeito se mostrou preocupadíssimo com a falta de gestão na prefeitura. Afirmou que se a UPA tivesse mesmo que ser fechada pelos motivos expostos pelo Comus, seria por absoluta incompetência, falta de gestão. "Eu quero que funcione, não quero ver o sofrimento do povo. Não tem um dia que eu não escuto uma história trágica por aqui, e não por falta de papel, e sim por falta de gestão, comando e direção", afirmou Paulo.

"Eu fiquei apavorado"

O ex-prefeito citou que a comissão mista do COMUS foi visitar a UPA João Samek do Três Bandeiras, e fez um relatório do que viram. "Eu fiquei apavorado. Isso é uma absoluta prova de descaso, irresponsabilidade e incompetência". Lembrou que o atual prefeito, Chico Brasileiro, foi secretário na gestão dele. "Víamos nos postos os detalhes, o que faltava, por exemplo, uma saboneteira, que para nós poderia ser insignificante, para quem está doente, para mãe que ta levando a criança com diarreia, não tem água, ou sabonete ou papel, é um transtorno", observou.

"Estamos vendo coisas absurdas"

Agora, "estamos vendo coisas absurdas: cama rasga rasgada, lençol, ferrugem, cortina rasgada". E concluiu: "Vamos dar um prazo para esse governo? Uma semana. Sexta feira que vem (disse no sábado, dia 30). Prepare esses detalhes, ligue, faça alguma coisa. Isso é um caso, de uma unidade. E as outras unidades será que não estão assim? Uma UPA que atende de 400 a 500 pessoas por dia, em torno de 15 mil atendimentos/mês. Os outros estão assim também?", questionou.

Na sexta-feira, dia 6, o ex-prefeito recebeu a confirmação de que várias medidas, muitas ainda que paliativas, tinham sido adotadas na UPA para evitar uma possível interdição. "O que não fizeram em nove meses de governo - foram quatro da Inês e agora cinco do Chico - fizeram sem sete dias", afirmou Paulo no último sábado. A pressão funcionou.

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