Trabalhadores do Hospital podem entrar em greve nos próximos dias | Tribuna Popular

Trabalhadores do Hospital podem entrar em greve nos próximos dias

Data: 03/10/2017 - 18:10 | Categoria: Saúde |   Bookmark and Share

Aquilo que seria a solução para os problemas do Hospital Municipal Padre Germano Lauck hoje é um pesadelo para todos os trabalhadores que sofrem com a má administração da Comissão Interventora. Os salários dos trabalhadores estão todos abaixo da Convenção Coletiva de Trabalho, muitos erros em folha de pagamento, folgas não são pagas e por ultimo a comissão realizou um Teste Seletivo para contratação de trabalhadores temporários com salários maiores de quem já está trabalhando, fato que gerou revolta nos trabalhadores que já estão trabalhando.

Mesmo com decisão que proíbe a contratação de trabalhadores por prazo determinado a comissão ignorou a Justiça e realizou o Teste Seletivo e para piorar a situação com salários maiores daqueles que são praticados atualmente aos demais trabalhadores.

Mobilização

O sindicato representante da categoria convocou para o dia 11 de outubro de 2017 uma Assembleia para decidir se os trabalhadores entrarão em greve por prazo indeterminado até que a situação seja resolvida.

A direção do Sindicato informou que já tentou por diversas vezes o diálogo com a Comissão interventora, porém segundo o Presidente Paulo Sérgio Ferreira "os representantes da Comissão estão pouco se importando com os trabalhadores. O problema é o passivo e a dívida que os erros administrativos estão gerando, ficando após a saída da comissão a conta para a Prefeitura pagar".

Existe um processo em andamento no Ministério Público do Trabalho sobre a o tema. Os trabalhadores reclamam da falta de Gestão da Comissão Interventora, a sala de descanso dos trabalhadores é uma vergonha "Precisamos colocar papelão no chão para podermos descansar no nosso intervalo" reclamou uma trabalhadora.

Mais reclamações

Hoje 70% do quadro do Hospital realiza a escala de 12x36 horas, e sequer tem um local digno para descanso reclama o Sindicato. Outra reclamação é dos funcionários do faturamento que trabalham em um local insalubre, sem ja nelas e amontoados um em cima do outro.

O Sindicato diz que o faturamento é um setor importante do Hospital e deveria ter uma atenção por parte da administração. Os trabalhadores reclamam do assédio moral, problema que gerou Inquérito Civil Público no Ministério Publico do Trabalho de Foz do Iguaçu para que a Comissão adota-se medidas contra o problema, porém efetivamente até o momento nada foi feito.

Segundo a direção do Sindicato o Prefeito e a secretária de saúde sabem dos problemas porém nada podem fazer por conta da administração do Estado. A dívida com os trabalhadores deve passar dos R$ 3 milhões, valores referentes a aumentos salariais não pagos, folgas e adicionais que deixaram de serem pagos.

SEM SALÁRIOS, TRABALHADORES DO POLIAMBULTÓRIO PODEM PARALISAR OS SERVIÇOS NESTA QUARTA-FEIRA

É difícil acreditar, mas a situação do Poliambulatório Padre Monti é de emergência financeira. Mesmo com as centenas de atendimentos do mutirão de cirurgias oftalmológicas, a instituição passa por um momento dificílimo. Os trabalhadores estão há três meses com salários atrasados, vale alimentação, sem vale transporte para trabalhar, alguns com férias vencidas e não receberam os valores das férias de dezembro de 2016.

Cansados de esperar por uma solução da administração do local os trabalhadores decidiram que a partir desta quarta-feira 04/10/2017 as atividades serão paralisadas até que os salários sejam colocados em dia. Segundo a advogada da instituição, em reunião com a Direção do Sindicato que representa os trabalhadores, a situação se agravou no governo do ex-prefeito Reni Pereira que deixou de honrar com pagamentos por serviços prestados. No Governo do atual prefeito foi realizado um acordo para pagamento dos atrasados que deverá ocorrer nos próximos dias.

Os valores a serem pagos ainda não são suficientes para cobrir o rombo, porém é possível os salários serem colocados em dia, afirmou à advogada a direção do Sindicato.

Repasses insuficientes

Atualmente o Poliambulatório é administrado através de um termo de Cooperação pela Uniamérica. A Empresa Cristalink também realiza as consultas e cirurgias oftalmológicas no local, mas segundo o Administrador Robson, os valores repassados pela empresa são muito baixo e não são suficientes sequer para cobrir o salário dos colaboradores designados para prestar serviços a empresa.

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