Sindisaúde alerta sobre ameaça de greve no Hospital e denuncia afronta aos direitos trabalhistas | Tribuna Popular

Sindisaúde alerta sobre ameaça de greve no Hospital e denuncia afronta aos direitos trabalhistas

Data: 09/05/2017 - 03:05 | Categoria: Saúde |   Bookmark and Share

Devido os vários problemas de direitos trabalhistas no Hospital Municipal, trabalhadores poderão iniciar um movimento grevista até regularização dos direitos suprimidos. O alerta é do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde. De acordo com a entidade, a comissão interventora do Estado que assumiu a unidade, até o presente momento não conseguiu resolver os diversos problemas trabalhistas deixados por gestões anteriores.

O Sindisaúde denunciou que os problemas são graves e só fazem aumentar a dívida do Hospital que hoje é estimada em 54 milhões de reais. Por exemplo, os trabalhadores reclamam que estão ganhando salários abaixo do piso estipulado em Convenção Coletiva; não recebem adicional por tempo de serviço; não recebem as horas extras realizadas; não tem direito a folga na escala de 12x36 horas; sofrem descontos indevidos na folha; reclamam de abusos de autoridade; assédio moral e favorecimento de alguns.

Nem mesmo uma sala de descanso descente os trabalhadores tem. “A única que tinha a comissão interventora retirou e colocou os trabalhadores em uma sala insalubre, onde por vezes os trabalhadores são obrigados a descansar em papelões no chão”, denunciou o sindicato. Segundo o Presidente do Sindisaúde, Paulo Sérgio Ferreira, a comissão interventora até o presente não mostrou a que veio. “Os problemas parecem que pioraram porque a Comissão sequer cumpre a Convenção Coletiva de Trabalho”, apontou.

Ainda segundo o sindicato, em fevereiro trabalhadoras foram expostas a riscos devido a problemas nas autoclaves. “Problemas que motivaram uma fiscalização do Ministério do Trabalho, onde constatou-se a situação precária das autoclaves. “No ato foi pedido a intervenção das autoclaves, além dos fiscais do Ministério do Trabalho encontrarem uma porta de emergência lacrada com correntes e cadeados, motivo que poderia causar uma tragédia nos mesmos moldes da Boate KISS”, divulgou a entidade.

A Comissão interventora alega que os problemas existentes são de responsabilidade da Prefeitura, pois são dívidas de outras administrações. Por outro lado a Prefeitura alega que não tem conhecimento dos problemas e agora que tomou ciência da situação trabalhista do hospital.

O Presidente do Sindicato informou que na segunda semana de maio convocará uma Assembleia com os trabalhadores para decidirem se aderem a uma greve, haja vista que já se esgotaram todas as tentativas de acordo com a comissão interventora.

“Não podemos permitir que trabalhadores continuem perdendo seus direitos, existem problemas sérios ali dentro e alguém precisa fazer alguma coisa. O que deveria ser feito neste momento é uma reestruturação do Departamento de Recursos Humanos, pois são eles os responsáveis por toda a folha da Fundação, e são os mesmos da gestão do governo Reni Pereira. É hora de mudar”, afirmou o sindicalista Paulo Sérgio Ferreira. (Foto: Reprodução RPC TV) 

OBS:

Por solicitação dos gestores do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, seguem baixo email enviado no final da tarde de ontem 09/05/2017 - 17h:08min:

Curitiba, 09 de Maio de 2017

Nota de Esclarecimento da Secretaria Estadual da Saude 

Em relação à matéria veiculada na imprensa sobre o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece: 

  • A comissão administrativa responsável pela gestão temporária do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu só pode responder pelos atos e decisões tomados durante o período de sua administração à frente da unidade e não pode assumir passivos anteriores, tanto com os servidores municipais em atuação no hospital, quanto com fornecedores. 
  • O Hospital Municipal Padre Germano está sob intervenção administrativa do Governo do Estado desde o dia 1º de dezembro de 2016. 
  • A Secretaria de Estado da Saúde nomeou comissão administrativa e assumiu a gestão da unidade pelo prazo inicial de 180 dias, que, em abril deste ano, foi renovado por mais 180 dias.A intenção é dar estabilidade à instituição e restabelecer o fluxo de atendimento no local. 
  • A intervenção envolve exclusivamente a gestão dos serviços e não abrange os bens e patrimônios do hospital, que seguem com a prefeitura.
  • No início deste ano, a direção do hospital aplicou aos vencimentos dos servidores o percentual de 5,5%, que se refere ao período administrativo sob a responsabilidade da comissão nomeada pelo Governo do Estado. As correções salariais anteriores à gestão da comissão administrativa devem ser objeto de negociação entre a prefeitura do município e o Ministério Público do Trabalho.
  • O hospital funciona normalmente com as escalas de trabalho preenchidas e em nenhum momento o sindicato da categoria enviou ofício à direção do Hospital comunicando indicativo de greve, sendo que os gestores mantém aberta a intenção de diálogo tanto com o sindicato da categoria quanto com a administração municipal para solucionar possíveis pendências.
  • Nos primeiros 180 dias de intervenção, o Governo do Estado aplicou R$ 38,2 milhões para manter o hospital em funcionamento. Os recursos foram aplicados na cobertura de despesas de custeio, como contratação de profissionais, folha de pagamento, compra de medicamentos, insumos e materiais médico-hospitalares, gastos com fornecedores, contas de água, luz, telefone, entre outros.
  • Com a prorrogação por mais 180 dias, será destinado um aporte extra de R$ 37 milhões para que as contas sejam estabilizadas e a unidade retome a normalidade dos serviços a serem administrados pela prefeitura de Foz do Iguaçu.
  • Com a segunda etapa do processo de intervenção, o objetivo é tornar o hospital mais eficiente e com sustentabilidade financeira para se manter cada vez mais com os recursos do SUS. A ideia é fortalecer o caráter de referência regional em urgência e emergência e reduzir custos, sem que haja prejuízos ao atendimento da população da fronteira.
  • A direção do Hospital disponibiliza, a qualquer tempo, a visita aos alojamentos de usuários e colaboradores para comprovar a qualidade da estrutura oferecida.

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