Protetoras cobram programa de castração de cães e gatos em Foz | Tribuna Popular

Protetoras cobram programa de castração de cães e gatos em Foz

Data: 11/07/2018 - 07:07 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Serviço segue emperrado com jogo de empurra na Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu

Uma lei municipal implantou o programa de castração de cães e gatos por meio de credenciamento de clínicas. Entretanto segue engavetada diante de um jogo de empurra na prefeitura de Foz do Iguaçu. O Centro de Controle de Zoonoses afirma que a responsabilidade é da Secretaria do Meio Ambiente onde a alegação é falta de estrutura. Também jogam para o CCZ a responsabilidade em disponibilizar profissionais e o centro responde que não tem.

Na opinião das protetoras e ONGs o ideal seria a implantação do programa de castração. Neste ano, Cascavel já castrou dois mil animais e deve castrar outros dois mil até o fim de ano. Além disso, lá está sendo viabilizado um Castramóvel com recursos de emenda parlamentar de deputado, recurso que também foi disponibilizado para Foz do Iguaçu, mas a prefeitura está perdendo prazos.

"A castração é a única forma de diminuir a população canina e felina, o que também reduziria as doenças e os problemas com animais nas ruas. Algumas protetoras estão com dívidas de R$ 10 mil, R$ 15 mil e até R$ 40 mil em clínicas veterinárias porque fazem o resgate de animas abandonados, doentes, atropelados ou feridos em brigas ou por agressão humana. E essa contra só vai aumentando. Então a castração por meio de programa público é uma medida fundamental e urgente", informou uma das voluntárias de ONG.

Uma equipe também trabalha na arrecadação de verbas para castração particular. "São promovidos jantares, bazares e outros eventos para juntar dinheiro e castrar animais recolhidos pelos voluntários ou pelas protetoras", relatou. Depois de castrados os animais são apresentados em feiras na tentativa de conseguir adoção.

Verba impositiva de vereador não está sendo liberada pelo prefeito

O vereador Protetor Jorge incluiu 50% das emendas a que tinha direito para o programa de castração de animais, porém a verba não está sendo liberada pelo prefeito. Os outros 50% de emendas obrigatoriamente foram para a saúde, atendendo determinação legal. O valor para a castração reservado no orçamento pelo vereador é de R$ 345 mil, suficiente para realização de cirurgias em 1.600 animais.

CCZ arruma empecilho

"Esperávamos que até março a prefeitura iniciasse o programa e assim teríamos as castrações, mas o CZZ bate contra afirmando que castração de animal com leishmaniose é jogar dinheiro fora", disse a voluntária. Na prática, o Centro de Controle de Zoonoses defende a eutanásia dos animais infectados, o que as protetoras e ONGs são contra. Em resposta, o CCZ afirma que essa não é uma posição do órgão e sim recomendação do Ministério da Saúde.

Na análise do centro, os animais infectados vivem entre quatro e seis meses entendendo que estariam condenados à morte, portanto, inútil castra-los. Entretanto, para os protetores, há sim cura para os animais e que mesmo infectados podem viver por muito mais tempo, desde recebam tratamento e cuidados adequados.

Município tem autonomia

"Não há uma regra de cães que podem ser castrados e isso é uma posição do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Cada Município deve tomar essa decisão. O CCZ é contra, mas não faz nada para combater o avanço da leishmaniose. O programa era para se iniciar em março e já estamos em julho. Essa verba ainda é pouco, mas iniciaríamos castrando as fêmeas para ter o melhor resultado possível", observou a voluntária.

A única condição para o programa de castração é de que os animais sejam de famílias sem condições financeiras ou que tenham sido resgatados pelas ONGs ou protetoras.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-237-pdf.pdf   

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