Promotor que investigava a Operação Quadro Negro diz que foi repreendido após notificar políticos | Tribuna Popular

Promotor que investigava a Operação Quadro Negro diz que foi repreendido após notificar políticos

Data: 25/10/2017 - 19:10 | Categoria: Regional |   Bookmark and Share

O promotor Carlos Alberto Choinski, que participava das investigações da Operação Quadro Negro desde o início do caso, em 2015, afirma que foi repreendido pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, após enviar notificações a dois políticos paranaenses.

Choinski trabalhava no Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria). O promotor era responsável pelos processos no âmbito cível da operação. Segundo ele, o problema começou após enviar notificações ao secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni e ao deputado estadual Plauto Miró (DEM).

Os documentos informavam aos dois que eles tinham sido citados por delatores da Quadro Negro e que seriam investigados por isso. As notificações também liberavam o acesso das defesas ao conteúdo das apurações.

"Logo após as notificações das autoridades, eu fui chamado no gabinete do sub-procurador jurídico de assuntos jurídicos, doutor Elieser Gomes da Silva, onde fui repreendido verbalmente por ter feito a notificação dessas autoridades. Nessa ocasião ele me disse que eu teria cometido uma quebra de confiança com a instituição", conta.

Segundo o promotor, na conversa lhe foi dito que ele deveria entrar em contato com o procurador-geral de Justiça para resolver uma pendência de cargos, já que, além das atribuições no Gepatria, Choinski acumulava outra função na Coordenadoria de Recursos Cíveis. "Após esse fato, me foi comunicado no dia 11 de outubro que eu deveria entrar em contato com o procurador-geral de Justiça, pra resolver minha questão do Gepatria", diz.

A Operação Quadro Negro apura desvios de dinheiro na construção de escolas públicas no Paraná. Segundo as investigações, há suspeita de que a fraude tenha movimentado cerca de R$ 20 milhões. Delatores afirmaram à Justiça que parte desse dinheiro abasteceu campanhas políticas.

Escolha

O procurador-geral do Paraná, Ivonei Sfoggia, afirmou que Choinski não foi afastado da Quadro Negro. Segundo ele, o promotor pode escolher se queria seguir no Gepatria ou se dedicar exclusivamente à Coordenadoria de Recursos Cíveis.

"Ninguém foi afastado, nem transferido de setor nenhum. Foi dado a ele a opção. Falei com ele ontem, sobre isso. Se quiser permanecer investigando no Gepatria, não há nenhum problema. Ele tem conhecimento de toda a matéria. Se não, ele continuará no Recurso Cível, onde ele está. Dei a ele a opção de escolher, se ele quiser permanecer em um ou em outro. Pelo que entendi, ele prefere ficar na área dos recursos e, então, eu o colocaria outro promotor para atuar na investigação junto ao Gepatria", diz Sfoggia.

Ainda de acordo com ele, o Gepatria passará a ter dois promotores exclusivos, o que vai reforçar o trabalho de combate à corrupção.

Outro lado

Por meio da assessoria do Ministério Público do Paraná, o sub-procurador Eliezer Gomes da Silva, citado por Choinski, disse que não vai se manifestar sobre o caso.

O secretário Valdir Rossoni e o deputado Plauto Miró também não quiseram dar declarações sobre o caso.

Fonte: G1

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