“Presidente da Câmara usou de coação contra os vereadores” | Tribuna Popular

“Presidente da Câmara usou de coação contra os vereadores”

Data: 10/10/2017 - 01:10 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Afirmação é do vereador Celino que revelou trama nos bastidores da votação para o aumento de impostos.

O vereador Celino Fertrin, vice-presidente da mesa diretora, fez revelações intrigantes sobre os bastidores da votação para o aumento de imposto ISSQN para os autônomos e profissionais liberais. "É uma situação que estranhei. O próprio presidente da Câmara (Rogerio Quadros) usou de coação aos vereadores, por que ele disse que se o projeto fosse rejeitado, eles seriam punidos e perseguidos pelo Ministério Público. Baseado em que?", questionou Celino.

O vereador explicou na sessão o projeto foi votado e aprovado em primeira discussão. "A partir desse momento eu pedi vistas do projeto, porque o próprio presidente da Câmara disse que estavam com dúvidas. E na dúvida, você para e pensa". O pedido de vistas de Celino foi negado pelos mesmos vereadores (11 no total) que aprovaram o aumento do imposto.

Na opinião de Celino, "terceirizou-se uma decisão da Câmara para o Judiciário, falando para os profissionais liberais entrarem na justiça e buscarem seus direitos. Olha, para que existe vereador? E se vereador tem medo de coação e ameaça de Ministério Público, que não pedisse voto para ser eleito. O vereador está aí para defender o povo e não para defender alguns".

"É vergonhoso", diz Celino

Em suas considerações, o vereador Celino afirmou: "É vergonhoso para cada um de nós, pois nos reunimos e nos dedicamos em especial na Comissão Mista, com o Eliseu presidente e eu como relator da comissão. Fizemos várias avaliações, pedimos parecer em todas as entidades, do nosso jurídico, onde ele foi muito claro dizendo que não era ilegal a mudança, mas reconhece que não foi revogado o artigo 9° da lei 406/68".

Uma grande estranheza

O vice-presidente da Câmara considerou uma grande estranheza o que ocorreu nos bastidores. "Fazemos tudo em prol da cidade, verificando cada ponto para que fôssemos mais assertivos. A comissão poderia dar o parecer por rejeição. Como a Comissão Mista representa várias comissões, seria automaticamente arquivado o projeto. Demos oportunidade para o plenário tomar a decisão", observou Celino.

E revelou: "O parlamento é independente. Respeitamos a opinião deles e dos votos, mas me causou estranheza. O Jefferson Brayner, no dia anterior pela manhã ele disse que o prefeito pediu reunião as 16 hrs. Aí, da para entender qual o teor da reunião, pois no dia da seguinte, vem 11 unidos com o mesmo voto, inclusive negando o pedido de direito de vistas. Ninguém estava dizendo: 'Vamos rejeitar o projeto.' Apenas: 'Vamos rever o projeto".

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