Prefeitura de Foz não ajuda ONGs que resgatam os animais das ruas | Tribuna Popular

Prefeitura de Foz não ajuda ONGs que resgatam os animais das ruas

Data: 11/07/2018 - 00:07 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Animais resgatados ficam sob a inteira responsabilidade e despesas das ONGs e protetoras

As protetoras e as ONGs que recebem ou resgatam animais abandonados não recebem apoio da prefeitura. Elas são obrigadas a correr atrás de doações e todo tipo de ajuda para manter o serviço. As despesas são altíssimas, principalmente com alimentação. Alguns veterinários fazem serviço voluntário de atendimento, mas a demanda é grande e ainda há despesas com exames e medicamentos.

Uma das protetoras revelou ao Tribuna Popular que só em uma ONG (Vida Animal) estão 250 animais numa casa alugada, onde consomem R$ 260,00 por dia só com alimentação, fora água, luz, aluguel, remédios e serviços veterinários. "Não recebe nenhum centavo de ajuda do poder público", afirmou. Só a conta de água passa dos mil reais/mês.

Recentemente, a presidente da ONG, Noely Cassini, voltou a fazer apelo em redes sociais onde implorava por ajuda. "Tendo em vista o crescente número de animais resgatados e atendidos, muitos dos quais sequer posto, pois são de pessoas carentes sem condições de assumirem custos veterinários, os débitos em clínicas ultrapassando RS 23.000,00. Somente na Happy Pet RS 18.700,00. Precisamos de doações, diretamente na Happy Pet, com urgência, qualquer valor fará a diferença para que possamos continuar salvando-os", publicou no facebook.

Sem apoio às entidades protetoras da causa animal e o programa de castração paralisado, a consequência é o aumento da quantidade de cães e gatos que se reproduzem de forma descontrolada na cidade, gerando, além do sofrimento ao animal, problemas de segurança no trânsito e risco de doenças com a leishmaniose.

Doença que afeta os cães

Apesar de a Leishmaniose ter cura em humanos, infelizmente não existe cura garantida para cães. O tratamento mais frequente da doença faz com que ela fique dormente, mas nem sempre curada, e o cão segue como reservatório para o parasita.

É frequente que seja realizada a eutanásia em cães infectados, já que eles se tornam hospedeiros da doença e ajudam a espalhar o parasita. Entretanto, não se deve esquecer que eles são as vítimas, já que o vetor da leishmaniose é o mosquito.

Tratamento com Milteraforan

No ano de 2016 foi liberado no Brasil um medicamento que demonstra resultados satisfatórios em cães. O medicamento, chamado Milteforan, consegue curar o animal por completo, mas durante toda a vida o cão deve acompanhar seu estado para saber se não houve um retorno da infecção ou se ele não foi infectado novamente.

O medicamento deve ser usado durante 28 dias, sem interrupção. Quando recolhido das ruas, o animal normalmente chega aos abrigos debilitado ou doente. Há despesas com serviço veterinário, tratamento, recuperação e alimentação. Invariavelmente, um ou outro animal, acaba adotado, mas a maioria permanece nos abrigos o que demanda gastos, em parte supridos com campanhas de arrecadação ou ajuda de terceiros.

Luta diária dos protetores

Protetores travam uma luta diária e muito dispendiosa para dar amparo aos animais abandonados. Eles enfrentam muitas dificuldades, comprometendo, muitas vezes, as finanças pessoais em prol da causa animal. Na prática, os protetores fazem sozinhos, o que seria uma obrigação do Poder Público apoiar.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-237-pdf.pdf   

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