Paulo Mac Donald rompe silêncio e ataca armação política de “traíras” | Tribuna Popular

Paulo Mac Donald rompe silêncio e ataca armação política de “traíras”

Data: 11/10/2017 - 12:10 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Em programa semanal de rádio, sábado na Band FM, o ex-prefeito Paulo Mac Donald rompeu o silêncio e expôs o que descobriu sobre os bastidores nas eleições a prefeito do ano passado. Ele foi eleito, mas teve a candidatura impedida em decisão por 4 votos a 3 no Tribunal Superior Eleitoral. A impugnação foi por inelegibilidade. Paulo atacou as armações políticas de pseudos aliados a quem ele considera como "traíras".

A abordagem ao assunto ocorreu após nova decisão do TRF que reforça a inocência que Paulo vem alegando desde o início. "A minha anulação de eleição em Foz se deu por dois motivos: caso Ziraldo e caso Regina. Fui acusado de enriquecimento ilícito de terceiros e nesse processo contrataram os advogados mais caros do Brasil, pagos pelos traíras daqui. Um dia vou trazer os documentos. Arrumaram 500 motivos para me condenar", desabafou.

Paulo seguiu na abordagem falando sobre a reviravolta que ocorre no Tribunal Regional Federal: "Agora, saiu uma decisão no TRF4. Isso porque no Superior Tribunal de Justiça o ministro mandou voltar e o TRF fazer novo julgamento, pois com achou estranho. Como um enriquecimento ilícito do Ziraldo, um cara conhecido mundialmente, um artista renomado, como ele foi condenado?"

O caso, conforme observou o ex-prefeito, voltou para o TRF julgar novamente. "A sentença saiu dizendo que não houve dolo, nem enriquecimento ilícito por parte do Ziraldo. Consequentemente não houve crime. Então, anularam uma eleição em cima disso", reclamou.

No outro caso, disse Paulo, "o da Regina era um contrato de R$ 5 mil por mês. Pintaram um crime por conta de licitação. Como eu posso ser responsabilizado, se ela não foi condenada, pois prestou o serviço". Esse contrato para acompanhamento de projetos em programas do governo federal, rendeu ao Município R$ 192 milhões em obras. São duplicações, aberturas de ruas, creches e outras conquistas. "Tudo isso com um contrato de R$ 5 mil/mês", defendeuse.

Quem pagou os advogados no TSE?

No pronunciamento na rádio, Paulo Mac Donald fez um questionamento intrigante. "Quem pagou esses advogados? O Chico Brasileiro não tem dinheiro para isso. Quem pagou? Quem pagou e pagou porquê? Por que ele tem olhos lindos? Por que ele trocou de partido? Foi por isso? Não. Então eu vou dizer, o compromisso é muito sério, e isso vem a tona, uma hora alguém vai se sentir arrependido, com um peso moral e vai contar tudo".

Uso de laranjas

Mac Donald apontou o uso de "laranjas" para assinar processo e lhe tirar a eleição no ano passado. "O laranja hoje é nomeado em cargo na prefeitura. Você sabe qual a relação de bens dele? Nós fomos ver e levantamos. Tem um Golf no valor de R$ 20 mil. Vai pagar (advogados caríssimos) porquê? É laranja, laranjaço. E de quem? Quem era o interessado? O laranja, quando não tiver os pleitos atendidos, vai contar", apontou.

O ex-prefeito contou ainda o panorama dos entendimentos. "Olha só a coisa, a trairagem: o Chico era deputado estadual, veio falar comigo que não ia ser candidato se eu fosse. Falei que eu concordava, pois se ele, como deputado, ficaria deputado. Falei que ia arrumar a cidade, que estava bem a par, e ele como deputado me ajudaria. Na outra eleição poderia apoiá-lo, pois queria arrumar e ia entregar arrumado. Deu no que deu".

Governo está perdido

Mac afirmou que tem conversado com alguns vereadores. "Tenho notado uma preocupação para melhorar e acertar a cidade. Eu acho que com esse governo, do Chico, ele está perdido sem saber o que fazer: está largando na mão de terceiros, é gente cobrando dele toda hora, tem algumas situações extremamente constrangedoras que ele está vivendo e eu tenho receio de algumas coisas que podem vir a acontecer com esse governo. Tomara que não siga o mesmo rumo do Reni Pereira. Reni chegou a hora que perdeu o comando e todo mundo colocava a mão... Aí já era, a situação perde o controle", conclui.

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