Orquestração confronta delatores e delatados onde ao menos cinco réus teriam sido prejudicados na Pecúlio | Tribuna Popular

Orquestração confronta delatores e delatados onde ao menos cinco réus teriam sido prejudicados na Pecúlio

Data: 28/11/2017 - 08:11 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

O Tribuna Popular teve acesso a um documento sigiloso em trâmite na 3ª Vara Criminal Federal de Foz do Iguaçu e consta nos autos sob Segredo de Justiça no bojo da Operação Pecúlio.

Jornalista Enrique Alliana / Tribuna Popular - Foto: Divulgação

Na lista dos prejudicados estão Cristiano de França, Luiz André Penzin, Paulo Trento Gorski, Paulo Gustavo Gorski; e Anderson de Andrade.

A atuação, supostamente orquestrada, do casal Defassi teria resultado em prejuízo a determinados réus da Pecúlio que foram delatados (sem provas), como forma de ajudar alguns e detrimento de outros. Na lista dos prejudicados, citados no pedido de anulação dos atos, estão Cristiano Fure de França, Luiz André Penzin, Paulo Trento Gorski, Paulo Gustavo Gorski; e Anderson de Andrade.

No caso de André Penzin, por exemplo, "em razão das delações procedidas por Melquizedeque de Souza (pessoalmente assessorado pela doutora Ariane Defassi, que esconde seu sobrenome de casada nas declarações), Euclides de Morais e Reginaldo da Silveira Sobrinho (todos defendidos por Mauricio Defassi) o MPF veio a pedir sua condenação em sede de alegações finais".

Os desfechos vieram em decorrência das delações "combinadas" de Euclides de Moraes Barros Júnior, Reginaldo da Silveira Sobrinho, Rodrigo Becker, Melquizedeque da Silva Ferreira Correa de Souza e Charlles Bortolo. Com as supostas orquestrações do casal Defassi houve acordos de delação prejudicando os demais.

Ainda, em razão das delações de Rodrigo Becker e Melquizedeque, Cristiano Fure de França foi denunciado na operação "Nipoti", delações feitas quando ainda era defendido por Mauricio Defassi (foto).

PEDIDOS DE CONDENAÇÃO

Com isso, a conclusão do MPF foi que os delatados "associaram-se e integraram, em época e períodos distintos narrados na denúncia, organização criminosa estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, dispensa indevidas de licitação, fraudes de licitações, usurpação de função pública, supressão de documento público, falsidades ideológicas, além de outros crimes".

A exemplo de outros, no caso de Penzin, os advogados Rodrigo Duarte e Kaio Veloso, afirmam no pedido de nulidade do processo que "em suma, sobressai nítido o antagonismo criminoso, resolvido de modo favorável a Melquizedeque, porém altamente desfavorável a Luiz André Penzin".

TRAMA DESNUDADA

Em relação a Cristiano Fure de França, "na trama ora desnudada, o casal de advogados, imbuídos do propósito espúrio de beneficiar Melquizedeque e Rodrigo a qualquer custo, resolveram sacrificar Cristiano. Fazendo-o crer que estivesse sendo legítima e lealmente defendido, Maurício e Ariane Defassi, primeiramente, pelo que indicam os autos, sequer tentaram firmar acordo de colaboração premiada, permanecendo, portanto, como réu não-colaborador".

Destacam que "o próprio Cristiano narra que seu advogado, Maurício Defassi, passou a extrair dele inúmeras informações capitais para sua defesa, porém extremamente valiosas para o Ministério Público Federal, as quais foram distorcidas, recebendo conotação criminosa que, originalmente, não possuíam".

Cristiano Fure de França, também relatou durante sua declaração que seu advogado teria afirmado que Rodrigo Becker e Melquizedeque estariam fazendo uma delação conjunta, Rodrigo sendo defendido por seu defensor e Melquizedeque por sua esposa.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-222-pdf.pdf   

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