Morte de ladrão leva presidente da Argentina a tentar rever Código Penal | Tribuna Popular

Morte de ladrão leva presidente da Argentina a tentar rever Código Penal

Data: 13/02/2018 - 14:02 | Categoria: Internacional |   Bookmark and Share

Caso divide opiniões e governo prepara mudança para proteger policiais

A morte de um ladrão em fuga após esfaquear um turista de quem tentava roubar a câmera fotográfica por um policial reavivou a polarização na sociedade argentina. "Pesquisas mostram que a maioria dos argentinos quer a pena de morte. É uma preocupação constante" diz o responsável pela estratégia de marketing do presidente Mauricio Macri, o equatoriano Jaime Duran Borba.

As imagens do que ficou conhecido como "caso Chocobar" (nome do policial), captadas por câmeras de segurança, vêm sendo repetidas constantemente nos noticiários argentinos. O ladrão, Pablo Kukoc, de 18 anos de idade, feriu gravemente o turista no Bairro da Boca, na cidade de Buenos Aires, e saiu correndo. Alertado por testemunhas da tentativa de roubo, o policial Luis Chocobar viu o ladrão Kukoc correr e efetuou dois disparos de arma de fogo o acertando pelas costas, vindo a óbito em instantes.

O juiz responsável pelo caso considerou que o policial abusou de sua autoridade e que a alegação de legitima defesa não se aplicava, pois o ladrão saíra correndo. Determinou que o policial Chocobar fosse julgado por assassinato e enquanto o processo tramita, deveria ficar afastado da policia.

Foi então que o Executivo entrou em ação

A ministra de Segurança, Patricia Bullrich, levou o policial Chocobar para encontrar-se com Macri na Casa Rosada. O presidente elogiou a "atuação exemplar" do policial e disse que eram necessários outros como ele. Ambos ofereceram pagar os custos de um advogado para defendê-lo.

A mães do assaltante Kukoc e organizações de direitos humanos convocaram protestos. Maso governo não se abalou, e prepara mudanças no Código Penal para proteger os policiais que decidam disparara contra criminosos pegos em flagrante.

A ministra da Segurança  Patricia Bullrich justifica a medida afirmando que é preciso "mudar a idéia generalizada de que se desconfia do policial em primeiro lugar", "É preciso presumir sempre que ele é inocente. É preciso adotar uma nova doutrina, senão o sinal que estaremos dando para os oficiais é que ao ver um crime, olhem para outro lado e não o façam nada, para que não sejam depois responsabilizados. E se fizermos isso, quem cuidará da população?" afirma. (Com informações da Folha de São Paulo)

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