Mais um delator é desmascarado por mentir sobre vereador Edilio | Tribuna Popular

Mais um delator é desmascarado por mentir sobre vereador Edilio

Data: 19/12/2017 - 13:12 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Testemunhas disseram que nunca existiu empreiteira asfaltando entorno de chácara do vereador.

Mais um delator acaba de ser desmascarado no processo da Operação Pecúlio. Trata-se do empreiteiro Nilton João Beckers, conhecido como Mancha. Na delação ele havia declarado que atendendo pedido de operadores do esquema de corrupção na prefeitura passou uma camada de asfalto no entorno de uma chácara de propriedade do ex- vereador Edilio Dal Agnol.

Ocorre que duas testemunhas ouvidas pelo juiz negaram afirmando que isso nunca existiu. Para provar o que diziam, disseram que basta periciar o local e ver que a informação não procede. A suspeita é de que a exemplo de outros delatores, Mancha teria mentido na delação para sair da cadeia. Nesta semana, o empreiteiro acabou condenado no processo.

Delações combinadas

Vários depoentes no processo da Operação Pecúlio confirmaram que as delações contra vereadores teriam sido combinadas por Melquizedeque de Souza e outros acusados quando estavam presos. A informação coincide com o que disse o detento Luis Marcelo Schneider, que estava preso na mesma ocasião no setor de custódia da PF em Foz.

Na cela da Polícia Federal ele teria testemunhado acordos entre presos da Operação Pecúlio para fazer delações premiadas e com isso obterem o direito de responder ao processo em liberdade. Estas colaborações, homologadas pelo Tribunal Regional Federal, resultaram em diversas prisões, buscas, apreensões e conduções coercitivas na 5ª fase da Operação Pecúlio, em dezembro do ano passado. Dentre os presos à época estão os 12 ex-vereadores.

Delatores podem perder benefício

As revelações apontam que o ex-secretário municipal, Melquizedeque de Souza, teria articulado as delações que resultaram nas prisões. Schneider afirmou que "ficou preso com Melqui (Melquizedeque), Budel (ex-secretário e réu Carlos Budel) e Charlles (ex-secretário e também réu Charlles Bortolo) e que o mentor intelectual das 'delações' era o Melqui; que inclusive escreveu uma carta de vários fatos a serem delatados pelo colaborador Charlles, pois este não tinha o que delatar".

Retorno à prisão

Na análise de juristas, as delações que não correspondem a verdade trazem sérias consequências para quem inventar fatos perante o Ministério Público. No caso da Operação Pecúlio, o assunto está sendo investigado pela justiça, e se comprovada alguma delação forjada, o réu responsável pode voltar para a cadeia.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-223-pdf.pdf   

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