Mais réus foram prejudicados nas delações orquestradas da Pecúlio | Tribuna Popular

Mais réus foram prejudicados nas delações orquestradas da Pecúlio

Data: 28/11/2017 - 11:11 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

O Tribuna Popular teve acesso a um documento sigiloso em trâmite na 3ª Vara Criminal Federal de Foz do Iguaçu e consta nos autos sob Segredo de Justiça no bojo da Operação Pecúlio.

Jornalista Enrique Alliana / Tribuna Popular - Foto: Divulgação

A mesma delação de Melquizedeque de Souza e Euclides de Morais também resultou, segundo a reclamação, em prejuízo a outros réus como Rosângela Schuster, sócia-proprietária da Rose’s Lavanderia. O advogado Maurício Defassi assistiu a empresa Rose´s, em Ação de Execução de Título Extrajudicial, a qual tramitou perante a 2ª Vara da Fazenda Pública. A esposa Ariane Defassi "assistiu pessoalmente o réu-colaborador Melquizedeque quando este incriminou Rosângela Schuster. Tal material incriminatório é, pois, a base da denúncia deflagrada pelo MPF".

Também Euclides de Barros Júnior, "este pessoalmente assistido pelo douto Maurício Defassi, promoveu colaborações premiadas em prejuízo da outra cliente deste advogado, ou seja, a mesma Rosângela Schuster. Portanto, enquanto Rosângela se imaginava bem defendida por Maurício Defassi, este, na verdade traficava as informações obtidas junto àquela, repassando-as a Melquizedeque e a Euclides. Estes saíram favorecidos e ela altamente prejudicada".

Para os reclamantes, "em razão das delações procedidas por Melquizedeque e Euclides, Rosângela Schuster veio a ser denunciada na Ação Penal, restando acusada pelos crimes de corrupção ativa".

O CASO ANDERSON ANDRADE

Na peça com 311 páginas do pedido de anulação do processo, consta que "o réu Melquizedeque da Silva Ferreira Correa Souza ao confessar a solicitação de concreto para a pista de skate, também incriminou o outro cliente de Maurício Defassi - o ex-secretário de Esportes, Anderson de Andrade. Portanto, enquanto o (atualmente vereador) Anderson de Andrade presumia estar sendo honestamente defendido por Maurício Defassi e sua equipe de advogados, Ariane Defassi obrava para que este fosse denunciado criminalmente perante o Juízo Federal".

E prossegue: "Trata-se, pois, de mais uma hipótese onde o conflito de interesses restou manejado de modo favorável a Melquizedeque, porém altamente desfavorável a Anderson de Andrade. Em razão das delações procedidas por Melquizedeque, o MPF, requereu a Anderson de Andrade no bojo da Operação Pecúlio, restando acusado pelo crime de Corrupção Passiva".

PAULO GORSKI E FILHO

Na fundamentação do pedido de nulidade do processo da Pecúlio, os advogados citam vários casos da suposta trama da banca dos Defassi. O empresário Paulo Trento Gorski e seu filho Paulo Gustavo Gorski também teriam sido vítimas das colaborações combinadas e articuladas pelos advogados que em tese deveriam agir na defesa dos dois.

Com a delação de Rodrigo Becker, "o conflito de interesses - descambando para a traição ao dever de lealdade - volta-se, aqui, em desfavor dos Gorski (Paulo Trento, e seu filho, Paulo Gustavo). Maurício Defassi e os seus, foram formalmente contratados para desempenhar a defesa do réu-colaborador Rodrigo Becker".

"Sob a orientação direta e pessoal de Maurício Defassi, Becker firmou acordo de colaboração premiada, vindo a delatar diversas pessoas, dentre as quais Paulo Trento Gorski e seu filho Paulo Gustavo Gorski".

Quando pai e filho foram presos, os mesmos foram assistidos em suas audiências de custodia por Mauricio Defassi. No entanto, eles não deveriam saber que só haviam sido presos em razão das declarações dos clientes de Mauricio Defassi.

Consta ainda que "somente após certificar-se de que ambos, pai e filho, seriam - como, de fato, foram - transformados em réus em decorrência das delações de Rodrigo Becker, Maurício Defassi veio a, despudoradamente, se retirar de suas defesas".

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-222-pdf.pdf   

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