Laboratório Municipal de Foz ainda não atende a maior parte dos exames | Tribuna Popular

Laboratório Municipal de Foz ainda não atende a maior parte dos exames

Data: 11/01/2017 - 18:01 | Categoria: Saúde |   Bookmark and Share

Por enquanto, o espaço foi reaberto para atender apenas o Hospital e as urgências e emergências.

Apesar da reabertura do Laboratório Municipal, aproximadamente 60 mil exames mensais das unidades básicas de saúde não estão sendo realizados. Por enquanto, a unidade atende apenas os exames para o Hospital Municipal e para as unidades de urgência e emergência. A demanda está reprimida.

Durante a primeira semana de governo a prefeita Inês Weizemann, a Ines "da Saúde" ainda não havia anunciado nenhuma medida concreta em favor da saúde da população. Pressionada, ela resolveu anunciar a reabertura do Laboratório. Na verdade as portas continuam fechadas para o público em geral porque da UPA, PA e hospital as amostras são levadas pelas equipes e plantão.

A prefeitura ainda tenta para essa semana restabelecer parte dos exames simples de rotina. O Laboratório, até o momento, só consegue atender os casos do Hospital e as urgências e emergências da UPA e PA. Quem necessita de exames rotineiros solicitados nas unidades básicas tem que pagar do bolso.

Escândalo do laboratório

Desde agosto do ano passado o Laboratório Municipal está fechado porque a empresa Biocenter, de Pato Branco, desistiu do contrato alegando que estava sem receber. A dívida alegada era de R$ 2 milhões em um contrato envolvido nos escândalos da Operação Pecúlio. Logo que assumiu a prefeitura, em 2013, Reni Pereira resolveu entregar o laboratório para essa empresa de Pato Branco por meio de licitação fraudulenta.

A justiça moveu processo contra o prefeito e a então secretária de Saúde, Lettice Canete de Lima. Comissões de inquérito da Câmara e análises do Tribunal de Contas constaram irregularidades como confusão a respeito da abrangência dos serviços licitados e possibilidade de direcionamento da licitação e/ou restrição da competitividade na Concorrência nº 01/2013.

Após o recebimento do feito como Representação da Lei 8666/93, foi determinada a citação da Fundação Municipal de Saúde, por meio do representante legal da época, Jorge Yamakoshi, da empresa de Pato Branco que assumiu os serviços. Conforme apurou a CI da Câmara, os sócios da empresa tinham estreita relação com a diretoria da Fundação e houve indícios de direcionamento. A CI definiu que o contrato é resultante de uma fraude. Houve ainda contratação emergencial com dispensa de licitação.

Joel de Lima assume turbulências

Joel de Lima trocou a comodidade de um cargo executivo na Itaipu por uma turbulenta gestão na saúde municipal. Os problemas no setor só aumentam. Milhares de pessoas estão na fila por uma simples consulta com especialistas. Cirurgias eletivas paralisadas porque o sistema está inoperante e o funcionário responsável pela manutenção está de recesso. Exames de rotina foram suspensos.

Fonte:

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