Faltou ética na Câmara para punir a vereadora do grupo do prefeito | Tribuna Popular

Faltou ética na Câmara para punir a vereadora do grupo do prefeito

Data: 13/06/2018 - 11:06 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Legislatura usou a tática de aos amigos os favores da lei e aos inimigos os rigores da lei

A Câmara usou dois pesos e duas medidas quando resolveu pela impunidade ou um mero puxãozinho de orelha na vereadora Nanci Rafagnin Andreola que não só faltou às duas sessões do dia 21 de setembro do ano passado, como foi curtir o Rock In Rio e ainda apresentou atestado médico que o MP concluiu que é falso. Recebeu pelo dia não trabalhado e só resolveu devolver os valores depois que o Tribuna Popular revelou o escândalo e isso virou processo no Conselho de Ética.

O processo na Câmara terminou em uma imensa pizza pois apenas afastar a vereadora por 30 dias diante de uma situação gravíssima gerou indignação e trouxe para a população a sensação de que é demagógico o discurso de ética e moralidade alardeado pela atual legislatura. Perdeu a pouca confiança que tinha do povo.

Restou a certeza de que "está tudo como dantes no quartel de Abrantes". Os vereadores atuais - a se confirmar em plenário a medida branda para agradar e proteger Nanci - a julgar, pelos atos, não são diferentes dos anteriores quando 12 foram presos e dois levados coercitivamente na Operação Pecúlio.

Dois pesos e duas medidas

Aliás quando foi para afastar e cassar cinco reeleitos da legislatura anterior não importava se tinham sido julgados ou não. Foram sumariamente cassados. Para surpresa da população, no Caso Nanci, a postura foi completamente diferente.

O próprio presidente do Conselho de Ética, Marcio Rosa, de quem esperava o mínimo de seriedade, usou a palavra para tentar justificar o molho da pizza. Chegou a dizer que não estavam ali para julgar e mesmo assim seria necessário aguardar sentença transitada em julgado, ou seja, antes não precisava nada disso. E agora precisa? Explique-se vereador Marcio Rosa.

Ora, se o Conselho de Ética não está ali para julgar a ética dos pares, então para que existe? Se não serve para os fins a que foi criado, então resta extinguir, fechar. O que o tal conselho deveria julgar é se houve ou não quebra de decoro, o que está muito óbvio aos olhos da opinião pública e da justiça. Apenas a Câmara pensa diferente.

O que está por trás do protecionismo à Nanci

Ao assumir o poder, o prefeito Chico Brasileiro montou uma tropa de choque na Câmara Municipal com 13 dos 15 vereadores. Ficaram de fora, mas mesmo assim ainda votam em projetos do governo Celino Fertrin e Adenildo Kako - os únicos que vem cobrando providências sobres as muitas mazelas da atual administração. Os outros dão amém às atitudes do prefeito e do grupo.

Nanci faz parte do time de Chico Brasileiro, pois fizeram um acordo político já na eleição complementar. A vereadora até queria ser vice do atual prefeito, mas perdeu na convenção do PDT. Insatisfeita com a decisão, não seguiu a deliberação do partido, e por conta própria apoiou Chico que com Mac Donald fora se elegeu facilmente.

Tão logo o resultado foi proclamado Nanci se lançou no grupo de apoio ao prefeito e continua a apoiar até hoje. No episódio do Rock In Rio apurado no Conselho de Ética esse grupo se fechou em proteger Nanci. Concordaram em aplicar uma pena que fosse o mínimo possível.

Por trás dessa cortina de fumaça está também a obseção de Nanci ser deputada estadual. De tão fissurada não se conteve em ter o apoio do prefeito, mas tentou dividir o PDT e ainda, numa articulação com o seu amigo pessoal, Álvaro Dias, tomou de assalto o comando do Podemos em Foz do Iguaçu. Entretanto, com atitudes como a de apresentar atestado médico falso em um Poder Legislativo, a carreira política de Nanci está comprometida, ainda que cegos pelo compromisso político, os vereadores do grupo considerem normal um fato de tamanha gravidade.

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