Ex-prefeito Paulo Mac Donald ataca jogo sujo na votação sobre o ISS | Tribuna Popular

Ex-prefeito Paulo Mac Donald ataca jogo sujo na votação sobre o ISS

Data: 09/10/2017 - 22:10 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Em programa semanal de rádio, Paulo Mac Donald solta o verbo e questiona ingerência do prefeito na decisão dos vereadores.

No último sábado, durante o programa semanal na Radio Band FM, o ex-prefeito Paulo Mac Donald comentou sobre a postura dos vereadores e a ingerência do atual prefeito Chico Brasileiro na decisão da Câmara que aumentou impostos para autônomos e profissionais liberais. Ele entende que o projeto do Executivo, aprovado por 11 votos a 3, além de elevar a carga tributária vai transformar a vida dos profissionais em um verdadeiro inferno.

"Essa lei é para cobrar 2% de imposto sobre a nota mensal para o profissional liberal como advogado, contador, dentista, dentre outros, que antes pagavam o valor fixo anualmente. Veja só: o Chico preparou uma lei, que agora paga 2% do que o cara fatura. Isso significa o seguinte: que um fiscal vai entrar em qualquer lugar vai ver os recibos, se tem ou não, vai ser um inferno", disse Paulo.

Ingerência

Conforme relatou o ex-prefeito, quando o projeto foi para a Câmara os vereadores se reuniram e disseram que iam votar contra. "Eu soube que aconteceu um consenso entre todos os vereadores, que depois iam se reunir com as entidades para rever essa lei que não poderia ser assim. Inclusive o parecer estava escorado em leis nacionais. A votação foi para sexta 06/10. No dia 05/10 a tarde, o prefeito reuniu sua bancada e disse: 'Vamos ver quem é homem ou menino. Quero aprovar essa lei.'

E prosseguiu: "Por incrível que pareça, no outro dia, na eleição, o resultado é 11 x 3. Salvaram-se Celino Fertrin, Dr Brito e Eliseu Liberato, que é uma pessoa conhecedora, um auditor na em administração que conhece isso, foi contra e deu o fundamento. Mas por que os onze? Gente como o Coronel Janke, se prestar a isso? Fizeram acordo com entidades e depois mudar por causa de uma conversinha com o prefeito? O que tem por trás disso? Aquele Márcio Rosa, que foi do Conselho Tutelar, se prestar a isso? Rosane Bonho, uma lutadora, com uma conversinha, muda? Parece que eles não tem vontade própria. Em uma conversa vira tudo. Gente séria com o pastor Jeferson Brayner, um homem de tribuna, fazer isso?".

"Pode ser que eles consigam me cassar por algum tempo, mas eu volto"

Na sequencia do comentário sobre a decisão polêmica da Câmara acatando projeto de Chico Brasileiro sobre aumento de ISS, o ex-prefeito Paulo Mac Donald disse que agora começa a entender porque a maioria dos atuais vereadores votou pela rejeição das contas dele. "Quando foi para julgar minhas contas de 2007 e 2008 também foi um massacre, foram 13 a favor da rejeição das minhas contas. Eles acham que com isso, vão me dar oito anos de suspensão de direitos políticos. Isso está sendo contestado, porque o pseudo crime que cometi foi entre 2005 e 2007 e a lei é de 2010. Então, a lei não volta atrás para prejudicar, e isso é constitucional", observou.

Mac Donald disse que estava desconfiado porque os vereadores votaram contra. "Se o prefeito tem todo esse poder porque não se posicionou diferente. Veja só: durante meu governo, essa turma do partido dele da época, o PCdoB, eu abriguei no meu governo pela competência. O Bobato era diretor da saúde; Essa Inês era CC3, que era o limite da competência dela. O Chico foi vice, indicado por mim. Os outros todos trabalharam junto comigo durante 2007 e 2008. Era governo nosso, estavam juntos comigo. Iriam votar contra as contas do governo que eles participaram?".

"A trairagem que se prepare"

Mac Donald reforçou: "E se o prefeito tem tanto poder, porque não chegou e não falou que estava junto? Era vereador e secretário da saúde. Aí votam na irregularidade das minhas contas na esperança de que com isso me tirem os direitos políticos por oito anos. A trairagem que se prepare, pode pagar mais advogados caros, por que isso não vai ficar assim. Eu já disse, pode ser que eles consigam me cassar por algum tempo, mas eu volto. Agora virou uma questão de honra porque essa cidade não pode ficar na mão de gente assim".

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