Delações “forjadas” atingiram ex-vereadora Anice Gazzaoui | Tribuna Popular

Delações “forjadas” atingiram ex-vereadora Anice Gazzaoui

Data: 28/11/2017 - 14:11 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

O Tribuna Popular teve acesso a um documento sigiloso em trâmite na 3ª Vara Criminal Federal de Foz do Iguaçu e consta nos autos sob Segredo de Justiça no bojo da Operação Pecúlio.

Jornalista Enrique Alliana / Tribuna Popular - Foto: Divulgação

Defesa parte para o ataque contra as delações que teriam sido orquestradas por advogados. O pedido de anulação de atos considerados como peças-chave na Operação Pecúlio está minuciosamente fundamentado para que o juiz Pedro Aguirre analise e decida. Nele estão narrados prejuízos que as delações, supostamente "forjadas", atingiram várias pessoas, dentre elas a vereadora Anice Gazzaoui, que sempre foi oposição declarada ao ex-prefeito Reni Pereira.

Eleita como a segunda mais votada, a vereadora perdeu o cargo, pois por meio das delações, teria obtido vantagens para ajudar o grupo de Reni, o que no dia a dia da atuação dela na Câmara, mostrava exatamente o contrário. Sem apresentação de provas, o ato dos delatores levou a Anice a prisão preventiva, o que resultou em processo de falta de decoro e perda do mandato em julgamento puramente político na Câmara. A vereadora luta na justiça para reaver o seu mandato.

Becker procurou ex-secretário porque mentiu em delação contra a vereadora Anice Gazzaoui

O ex-secretário de Obras, Cristiano Fure de França, afirmou que em juízo que em uma das oportunidades, o delator Rodrigo Becker o procurou para pedir ajuda na tentativa de obter provas para sustentar o que havia dito na delação. Relatou que "tinha delatado a vereadora Anice Gazzaoui, que ela indicava pessoas para trabalhar numa empresa como barganha. Me pediu ajuda porque para provar isso precisava dos nomes das pessoas indicadas por ela. Eu me recusei porque como eu vou saber se era indicação ou não? Se ele falou ele tem que provar".

Cristiano esteve preso temporariamente na primeira fase da Operação Pecúlio, em abril do ano passado, quando não era mais secretário de Obras. Disse que no setor de custódia da Polícia Federal esteve junto com secretários municipais da época como Rodrigo Becker e Melquizedeque de Souza e os empresários Euclides de Moraes Barros Junior, Vilson Sperfeld e Edson Queiroz.

Conversas com Becker

"O nosso advogado era o mesmo e por isso tinha contato. Primeiro recebi telefone dele do celular da esposa porque desejava falar comigo. Tinha uma novena na casa dele e falamos muitas coisas sobre processo. Dias depois ele me ligou de novo para a gente conversar e foi quando ele falou do assunto das delações. Pediu ajuda porque falou e não tinha como provar. Uma delas era a questão dessa vereadora. Pediu nomes para dar sustentação à delação dele, mas falei que eu não tinha como fazer", declarou a testemunha.

A partir desses detalhes, Cristiano disse que passou a entender que há coisas nas delações que não condizem com a realidade. "Vi que ele mentiu. Por isso, conversava lá dentro (na prisão) com o Melqui que também precisava de subsídios para delatar. Também disse que sofreu pressão muito grande que preocupa a família. Disse que uma vez foi levado pela Polícia Federal e deixado numa sala escura o dia inteiro e falavam que prenderiam a esposa dele também. O Rodrigo falou: Como assim, se ela não deve nada, e os policiais disseram que eles poderiam sim", testemunhou.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-222-pdf.pdf   

Atenção

A reprodução das fotos do Portal de Notícias Tribuna Popular com endereço digital jtribunapopular.com.br está expressamente proibida.

As fotos são protegidos pela legislação brasileira, em especial pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal 9.610/98) e é um direito de imagem garantida por lei.

A Tribuna Popular retém os direitos autorais do conjunto de textos e fotos publicados no site conforme a lei 9.610 de 19/02/1998.

Para a reprodução do conteúdo fora das condições especificadas entrar em contato com o seguinte e-mail jtribunapopular@bol.com.br