Declaração que era para ser salvaguarda da vereadora é resultado de mais uma farsa | Tribuna Popular

Declaração que era para ser salvaguarda da vereadora é resultado de mais uma farsa

Data: 13/06/2018 - 06:06 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Vereadora Nanci é acusada de coagir assessora para fazer documento em sua defesa

Surgiu mais um fato novo e gravíssimo contra a vereadora Nanci Rafagnin Andreola, acusada pelo Ministério Público de faltar à sessões da Câmara, viajar para o Rock In Rio e apresentar atestado falso para justificar a ausência. A nova descoberta, que surge como mais uma bomba no caso, é um documento registrado em cartório que desmonta o que a defesa tinha como a última e frágil salvaguarda da vereadora. A peça juntada pela defesa no Conselho de Ética revela-se como fruto de outra farsa, caracterizando como mais um crime.

O Tribuna Popular teve acesso com exclusividade ao documento. Em data de 4 de junho de 2108, Maria Ezi Cheiran Neta, assessora parlamentar em Curitiba, cidade onde foi supostamente expedido o atestado, disse em declaração registrada no Cartório do Bachaceri, no livro 0859-N nas folhas 82 e 83 que foi ameaçada e coagida por Nanci para fazer uma declaração registrada em cartório defendendo a vereadora - o que de fato fez em data de 18 de maio de 2018.

Diante das repercussões do caso e decidida a enfrentar as ameaças, Maria Ezi voltou ao cartório para delatar a farsa e contar toda a verdade. Afirmou perante a escrevente juramentada, que fez a declaração registrada no dia 18 de maio porque "tendo a mesma sido realizada por ameaça e coação da vereadora, a Sra Nanci Rafagnin Andreola, a qual disse que a outorgante (Maria Ezi) iria ter problemas com a justiça, posto que a vereadora era sogra de juiz de direito e comadre de Procurador de Justiça deste Estado".

A assessora parlamentar, que Nanci tentou usar como laranja a fim de jogar nela a culpa pelo suposto atestado falso, declarou no cartório que "em momento algum pediu ou se utilizou de atestado médico falso, bem como não tem conhecimento de qualquer outra pessoa que assim tenha agido".

E o documento finaliza: "Que a outorgante (Maria Ezi) fez a presente declaração de sua livre e espontânea vontade obrigando-se a responder civil e criminalmente por todas as declarações aqui prestadas, bem como a ratifica-la em juízo ou quaisquer outros órgãos, a qualquer tempo, se compelido for, ficando ciente pela leitura do artigo 299 do Código Penal:

"Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis, se o documento é particular".

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-235-pdf.pdf   

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