Crime ambiental praticado pela Prefeitura terá de ser explicado aos vereadores | Tribuna Popular

Crime ambiental praticado pela Prefeitura terá de ser explicado aos vereadores

Data: 06/11/2019 - 12:11 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Responsável pela Secretaria de Meio Ambiente foi convocada para justificar ocorrência que terminou com a prisão de servidor municipal e operário

As prisões do diretor de Pavimentação da Prefeitura de Foz do Iguaçu e de um funcionário de uma empreiteira responsável pelas obras de construção de uma ponte sobre o Rio Almada, bairro AKLP, terão de ser explicadas à Câmara Municipal da cidade. Os dois foram detidos em flagrante por crime ambiental e liberados após pagamento de fiança.

De autoria dos vereadores Anice Gazzaoui, Celino Fertrin e Márcio Rosa, o requerimento legislativo aprovado no dia 25 de outubro passado convoca a secretária Ângela Meira, responsável pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para que compareça à Casa de Leis na 3ª Sessão Ordinária deste mês de novembro. O requerimento é justificado para que a titular da pasta esclareça as razões que ensejaram ação da Polícia Militar Ambiental que no último 17 de outubro terminou por embargar a obra e prender os dois envolvidos.

Segundo informações, os policiais militares receberam uma denúncia anônima de que estaria ocorrendo danos a área de preservação permanente por parte de agentes públicos e da empresa responsável por uma obra na Rua Guaraqueçaba, no Bairro AKLP.

Diante das informações, os policiais foram até o local e constataram que uma retroescavadeira operada pelo maquinista Erick Felipe Linhares da Silva, funcionário da Empresa Meneti Terraplenagem, empresa esta contratada pela Empresa Metrosul, responsável pela obra pública, realizava a movimentação do solo no local.

Na oportunidade, o maquinista informou que a obra se tratava da construção de uma ponte sobre o Rio Almada, e que a referida obra era coordenada pela Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu.

A equipe policial solicitou ao maquinista a autorização do órgão ambiental competente (IAP - Instituto Ambiental do Paraná) para a movimentação do solo, sendo que de pronto disse não ter conhecimento a respeito da tal licença e de imediato entrou em contato com o responsável pela obra, qual informou que o protocolo estava no IAP, mais ainda estava em tramite em fase de protocolo para liberação.

A empresa apresentou uma ordem de serviço que autorizava a obra devidamente assinada pelo Diretor de Pavimentação da Prefeitura Rui Alberto Hauenstein. Diante dos fatos, os dois foram encaminhados para a Delegacia da Policia Civil pelo crime de movimentação de solo em área de preservação permanente do Rio Almada sem autorização do órgão competente.

Foi lavrado Auto de Infração Ambiental, sendo feita a apreensão da retroescavadeira marca Volvo, de cor amarela,e deixado como fiel depositário a pessoa de Altair Manenti. A obra foi embargada.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-269-pdf.pdf   





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