Coordenador de segurança do Parque Tecnológico da Itaipu é preso | Tribuna Popular

Coordenador de segurança do Parque Tecnológico da Itaipu é preso

Data: 08/11/2018 - 14:11 | Categoria: Segurança |   Bookmark and Share

Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 08 de novembro de 2018, policiais civis do estado do Rio de Janeiro e do Paraná, em uma operação simultânea nos estados do Rio de Janeiro e Paraná desarticularam uma quadrilha que comercializa remédios proibidos, controlados e ilegais.

Quatro pessoas foram presas. Bruna Medeiros Boechat e Paulo Jardel Cavalcante Espíndola foram detidos em Maricá, na Região Metropolitana do rio de Janeiro, e Flávia Conceição e o coronel da reserva da PM Antônio Sérgio Marsola foram presos em Foz do Iguaçu.

Segundo as investigações, o coronel da reserva da PM Antônio Sérgio Marsola é coordenador de segurança do PTI (Parque Tecnológico da Itaipu) e já ocupou o cargo de chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, em São Paulo.

Operação Eros

Denominada Eros, a ação foi desencadeada a partir de um inquérito que identificou os responsáveis por vender pela internet medicamentos de uso controlado ou proibido.

Entre os remédios apreendidos estão abortivos, estimulante sexual, ansiolítico, rebite usado por caminhoneiros, inibidores de apetite, anfetaminas, anabolizantes e antibióticos. A polícia acredita que a quadrilha atuava desde 2006 e movimentava pelo menos cento e cinquenta mil reais por mês. No site criado pelos criminosos, eram comercializados medicamentos para todo o País.

Os indiciados vão responder por tráfico de drogas, crimes contra a saúde pública e lavagem de dinheiro.

Parte desses medicamentos estão listados na Portaria 344/98 da ANVISA, sendo considerada DROGA para os efeitos da Lei 11.343/06, sujeitando os envolvidos em seu comércio a responderem pelo crime de TRÁFICO DE DROGAS, com pena que varia de 5 a 15 anos de reclusão. Outra parte exige prescrição médica e autorização especial da ANVISA para sua comercialização, submetendo os infratores ao Art. 273 do Código Penal, que prevê penas de 10 a 15 anos de reclusão.

Nota de esclarecimento

A Itaipu Binacional esclarece que, diferentemente da nota divulgada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, Antônio Sérgio Marsola não faz e nunca fez parte do quadro de pessoal da empresa. Ele foi admitido há pouco menos de um mês para trabalhar na equipe de segurança do Parque Tecnológico Itaipu (PTI). A função dele era apenas operacional. Não ocupava cargo de gestão. Ao ser informada da prisão ocorrida na manhã desta quinta-feira (8), na Operação Eros, a diretoria do PTI anunciou o desligamento sumário do empregado recém-contratado.

Foto: Reprodução PCERJ e Rede Social

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