Com pagamentos atrasados, médicos se negam a assinar as escalas na UPA | Tribuna Popular

Com pagamentos atrasados, médicos se negam a assinar as escalas na UPA

Data: 21/11/2016 - 21:11 | Categoria: Saúde |   Bookmark and Share

Exigência contratual é uma forma de garantir o cumprimento do horário e impedir faltas injustificadas nos plantões.

Os problemas na saúde não tem fim. Mais uma turbulência está ocorrendo nas unidades de urgência e emergência, exatamente aonde as pessoas chegam com dor, desmaios, crises hipertensivas, febre e outros sintomas que requerem atenção imediata. Com os pagamentos em atraso, os médicos se negam a assinar as escalas.

A assinatura é uma exigência contratual para garantir o cumprimento do plantão e evitar faltas injustificadas. A lei e normas éticas dos médicos preveem que ao assinar a escala o profissional se obriga a comparecer aos plantões, sob pena de responder perante o Conselho Regional de Medicina.

O Tribuna Popular teve acesso a um documento em que a Secretaria de Saúde, por meio da Diretoria de Atenção Especializada é informada sobre a situação pelo diretor técnico da UPA, o médico Derlis Cristobal Benegas Peres. O informe está assinado por todos os médicos da unidade.

Veja a íntegra:

"Informo através desta à diretoria de Atenção Especializada e ao gerente do pronto atendimento João Samek que o corpo clínico da UPA se negam a assinar a escala médica, assim como se negam a implementar o regime interno e comissão de ética médica, alegando principalmente falta de pagamento dos meses de abril e maio, assim como os meses setembro e outubro do ano em curso".

O diretor técnico afirma que esse fato "torna impossível exigir assiduidade ou mesmo tentar impor as cláusulas do contrato destes médicos com a prefeitura municipal de Foz do Iguaçu".

ALGUMAS UNIDADES FICARAM FECHADAS POR FALTA DE LIMPEZA

Outro absurdo presenciado nos últimos dias no sistema de saúde de Foz do Iguaçu foi a suspensão de atendimento em algumas unidades devido a falta de limpeza. O lixo contaminante começou a transbordar tornando impossível a continuidade do atendimento. Dentre as unidades de saúde que suspenderam o serviço estão Vila Yolanda e São João (em Três Lagoas).

Os pacientes que procuraram atendimento encontraram as portas fechadas. As consultas tiveram que ser reagendadas para a semana seguinte quando era esperada a regularização do serviço de recolhimento de lixo.

O problema é que há 60 dias venceu o contrato com a empresa de limpeza e a Secretaria de Saúde não se programou para fazer a licitação em tempo hábil. A princípio se esperava uma prorrogação, o que não aconteceu. A empresa entrou em divergência sobre valores e não restou alternativa a não ser a licitação.

A Secretaria de Saúde pediu parecer jurídico para realização de contrato emergencial até que se conclua a licitação. O tema está sendo acompanhado de perto pelo Ministério Público.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-207-pdf.pdf   

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