Beto Richa e a esposa Fernanda Richa são presos pelo GAECO | Tribuna Popular

Beto Richa e a esposa Fernanda Richa são presos pelo GAECO

Data: 11/09/2018 - 15:09 | Categoria: Regional |   Bookmark and Share

O ex-governador do Paraná Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso na manhã desta terça-feira 11 de setembro de 2018 pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em Curitiba, no Paraná.

Beto Richa é alvo de duas operações: uma realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), pela qual foi preso, e outra da Polícia Federal (PF), em uma nova fase da Lava Jato. Na 53ª etapa da Lava Jato, a casa de Beto Richa foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Operação do Gaeco

A investigação do Gaeco é sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais. A operação foi batizada de "Rádio Patrulha".

De acordo com o MP-PR, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O MP-PR não informou quais suspeitas caem sobre Beto Richa.

Como a caso está sob sigilo, o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, não pode detalhar a operação "Rádio Patrulha". O montante de dinheiro envolvido na operação, por exemplo, também não foi informado.

Batisiti explicou que o programa Patrulha do Campo era um serviço que consistia na locação de máquinas pelo Governo do Paraná para a conservação de estradas rurais.

"O Ministério Público tenta se pautar, embora não pareça para muitas pessoas, de acordo com as próprias condições. Não há uma vedação legal de se fazer investigações no período pré-eleitoral. Eu sei que, quando atinge uma pessoa que inclusive é candidata, é obvio que isso interfere. Mas, de alguma forma, nós não podemos parar os trabalhos por motivo dessa natureza, senão nós vamos ter que fechar, fazer férias, algo assim, em certos períodos", afirmou Batisti.

Veja a lista dos mandados de prisão:

Fernanda Richa (presa) – esposa de Beto Richa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social

Deonilson Roldo (preso) – ex-chefe de gabinete do ex-governador

Pepe Richa (preso) – irmão de Beto Richa e ex-secretário de Infraestrutura

Ezequias Moreira (preso)– ex-secretário de cerimonial de Beto Richa

Luiz Abib Antoun (preso) – parente do ex-governador

Edson Casagrande – ex-secretário de Assuntos Estratégicos

Celso Frare (preso) – empresário da Ouro Verde

Aldair W. Petry (preso)

Dirceu Pupo (preso) – contador

Joel Malucelli – empresário J.Malucelli

Emerson Savanhago (preso) – empresário

Robinson Savanhago (preso) – empresário

Túlio Bandeira (preso) – advogado

André Felipe Bandeira

As prisões são temporárias, com validade de cinco dias. Ao todo, são 15 mandados de prisão. Até a última atualização desta reportagem, 12 pessoas já tinham sido presas.

O coordenador do Gaeco ressaltou que as prisões têm fundamento legal. Deonilson Roldo é réu na Lava Jato e também foi alvo de prisão da PF.

Operação Radio Patrulha

Além dos 15 mandados de prisão, há 26 de busca e apreensão em Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu.

Os mandados foram expedidos pelo juiz da Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba.

As buscas ocorreram em 16 residências, quatro escritórios, um escritório político, quatro empresas e na sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), de acordo com o Gaeco. Batisti disse que escritório político alvo de busca e apreensão é o do Beto Richa.

"Não há acusação", afirmou o coordenador do Gaeco. Ele explicou que a operação trata de suspeitas. Batisti também relatou que os mandados foram cumpridos de maneira tranquila. Conforme ele, as operações do Gaeco e da PF terem sido deflagradas no mesmo dia foi coincidência. "São independentes", esclareceu.

Por meio de nota, o DER-PR informou que, cumprindo determinação da governadora Cida Borghetti (Progessistas), o órgão está com as operações do Gaeco e Lava Jato. Foi relembrado que a direção do DER-PR foi substituída em abril de 2018 e que não tolera práticas de corrupção.

O DER-PR ainda disse que o programa Patrulha do Campo foi iniciado em março de 2013 e encerrado em julho de 2015

“Coincidência”

Gaeco e PF afirmam que a deflagração 53ª fase da Lava Jato e da Operação “Rádio Patrulha”, no mesmo dia, foi coincidência. O coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, disse que a operação que prendeu o ex-governador Beto Richa (PSDB) foi independente. “Foi coincidência, insisto, embora ninguém vá acreditar”, declarou.

Durante a coletiva de imprensa na sede da PF em Curitiba, o delegado federal Felipe Eduardo Hideo Hayashi também negou qualquer relação entre as duas ações.

“Em relação à operação do Gaeco, foi uma mera coincidência, não houve nenhum tipo de ação conjunta com o Ministério Público Estadual”, afirmou.

Presos na Lava Jato

A 53ª fase da Operação Lava Jato prendeu três pessoas em Curitiba. São elas:

Deonilson Roldo – ex-chefe de gabinete de Beto Richa

Jorge Theodócio Atherino – empresário apontado como operador financeiro do ex-governador

Tiago Correia Adriano Rocha – indicado como braço-direto de Jorge

Batizada de "Piloto", a 53ª etapa da Lava Jato cumpriu 36 mandados judiciais em Salvador (BA), São Paulo (SP), Lupionópolis (PR) Colombo (PR) e Curitiba (PR). O codinome "Piloto", de acordo com a força-tarefa da Lava Jato, se refere a Beto Richa na planilha da Odebrecht.

A investigação apura um suposto pagamento milionário de vantagem indevida em 2014 pelo setor de propinas da Odebrecht em favor de agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da PR-323. (Com informações do G1)

 

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