Anotação de Carlos Budel sobre o mensalinho passa por perícia | Tribuna Popular

Anotação de Carlos Budel sobre o mensalinho passa por perícia

Data: 19/12/2017 - 11:12 | Categoria: Política |   Bookmark and Share

Manuscrito incluído no processo da Operação Pecúlio está sendo submetido a contraprova na Policia Federal.

O papelucho incluído pela defesa no processo da Operação Pecúlio como prova da delação de Carlos Budel segue em perícia no setor especializado da Polícia Federal, em Curitiba. Foram encontradas discrepâncias no manuscrito e por conta disso está sendo submetido a uma contraprova.

Caso se comprove que foi forjada a anotação com nomes de quem estaria recebendo mensalinho, isso desmonta as acusações contra vereadores, especialmente os da oposição ao ex-prefeito Reni, que seguem negando qualquer recebimento de valores. A perícia no papelucho foi determinada pela justiça em resposta ao pedido da defesa dos vereadores réus, atualmente com mandatos cassados pela Câmara.

As anotações suspeitas

O bilhete com a lista de ex-vereadores que estariam recebendo propina por meio do chamado mensalinho, seria do ex-secretário municipal Carlos Juliano Budel, beneficiado pela lei da delação premiada. O papel foi entregue ao MPF como prova da delação que em dezembro do ano passado fundamentou a ordem de prisão contra 12 vereadores.

As dúvidas sobre a autenticidade das anotações começaram em maio deste ano por ocasião do depoimento do irmão de Carlos Budel.

Conforme consta no processo, Domingos José Budel, teria encontrado o manuscrito nas roupas do irmão quando ele estava preso. O bilhete foi entregue aos procuradores do Ministério Público Federal no ato da delação.

Papel estaria na carteira de bolso

Na oportunidade Carlos Budel disse que trazia essa anotação na carteira de bolso e que não foi apreendida nem na oportunidade da condução coercitiva, nem mesmo na prisão preventiva.

Entretanto, segundo os advogados de defesa de ex-vereadores, no depoimento a testemunha de defesa de Budel, o irmão dele, Domingos Budel, entrou em contradição. Ele foi ouvido no dia 15 de maio quando expôs divergências sobre o manuscrito.

Conforme os advogados Rodrigo Duarte e Kaio Veloso, a testemunha contou que encontrou sim uma anotação, mas foi numa pasta, quando o irmão estava preso e para resolver as questões particulares se viu na obrigação de revirá-la.

Disse que entregou o papel à cunhada que então repassou a um advogado de Budel do qual não recorda o nome. Também comentou sobre detalhes das anotações que não batem com a imagem digitalizada carreada ao processo. Assim, se estabeleceu a dúvida sobre a autenticidade e conteúdo da prova.

"Discrepâncias inaceitáveis"

Imediatamente os advogados Rodrigo Duarte e Kaio Veloso entraram com uma petição no juízo federal onde apontam as "discrepâncias inaceitáveis" entre a delação de Budel e as declarações do irmão dele. Apontaram inclusive para o estado de conservação do papel.

"A guiar-se pela lógica do razoável, tal escrito deveria ostentar as dobraduras, eventuais rasgos, bordas, manchas, enfim os esgarçamentos próprios de qualquer papelucho exposto à ação do tempo e submetido à particular fricção do interior de uma carteira de bolso".

E argumentaram: "Nenhum desses sinais característicos, entretanto, pode, a princípio, ser detectado na imagem digitalizada". Segundo os advogados, a defesa nunca teve acesso ao original.

Fonte:

http://www.jtribunapopular.com.br/uploads/publicacoes/jornal-tribuna-popular-edicao-223-pdf.pdf   

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